Bandidos tentaram matar a médica Milena Gottardi três vezes

A médica Milena Gottardi Tonini Frasson, 38 anos, teria sido executada na quarta tentativa de assassinato por pistoleiros contratados pelo mandante do crime. Nas três vezes anteriores os planos não deram certo.

A revelação foi feita pelo advogado Leonardo da Rocha de Souza, que atua na defesa de Dionathas Alves Vieira, 23 anos, suspeito de ser o assassino da médica. O valor da vida de Milena foi negociado por R$ 2 mil, segundo Souza.

médica Milena Gottardi
Milena deixou duas filhas. Foto: Reprodução/Facebook

Na manhã de quarta-feira (20), o advogado teve um segundo contato com Dionathas, que está preso desde domingo (17) no Centro de Triagem de Viana (CTV). Ele foi preso em casa, em Timbuí, Fundão, no sábado, menos de 48 horas após a morte da médica. O primeiro encontro com o advogado ocorreu na terça-feira (19).

O crime aconteceu quando a médica deixava o trabalho no Hospital das Clínicas, em Maruípe, Vitória, às 19 horas do último dia 14.

“Ele (Dionathas) disse que tinha ido ao hospital três vezes para cometer essa barbárie, mas ficou com medo”, detalhou o advogado.

No dia do crime, na versão de Dionathas, três pessoas participaram da ação. Nessa versão, Dionathas foi ao local de moto, enquanto os dois conhecidos em um carro. Eles teriam “ficado de tocaia esperando pela médica”.

Ao sair, Milena e uma colega médica passaram por um suspeito, que seria Dionathas e estaria ao celular, mas ele ficou com medo de atirar e teria ido até o carro, onde estariam os dois cúmplices, segundo o advogado.

“Neste momento, um dos ocupantes do veículo pegou a arma que estava com ele (Dionathas), saiu e executou a vítima, isso na versão dele”, revela Souza.

Após o crime, Dionathas teria voltado, pegado a moto e fugido, acompanhado pelos outros dois acusados que estariam no carro. Todos teriam seguido para Timbuí, em Fundão, onde moram.

Segundo o advogado, a moto usada no crime seria do cunhado de Dionathas, Bruno Rodrigues Broetto, que está preso na mesma cela que ele, no CTV. Ela foi apreendida no sábado (16), após uma ação do Grupo de Operações Táticas (GOT).

“Ele disse que ainda tentou fugir, mas acabou sendo capturado e levou os policiais onde estava a moto”, disse o advogado.

Na manhã desta quinta-feira (21), o sogro da médica, Esperidião Carlos Frasson, foi preso. Segundo documentos obtidos por A Tribuna, o nome de Esperidião já era citado desde o início da investigação.